sexta-feira, 17 de junho de 2011

As surpresas que a vida trás

Era só mais um dia normal, ela levantou com sua avó chamando, lembrou-se do compromisso chato, que tinha que cumprir. Tomou banhou sem muita vontade, afinal estava chovendo.

Vestiu-se e foi, com sua tia até o centro da cidade, o banco ainda não havia aberto, mas, a fila já estava enorme.

Fila de banco é assim, sempre tem vários tipos de idiotas: Os que puxam assunto sobre o clima, têm os que fingem atender ao telefone para parecem importantes, os que encaram com cara com jeito de psicopata.

Para essas situações ela sempre tinha um truque, que era o anel dourado que tinha ganhado do avô, era só por a pedra pro outro lado, e colocar o anel no dedo anelar da mão direta, afinal, ela não tinha cara de quem já era casada, mas se fazer de noiva, já era um grande avanço.

Procurou seu fone de ouvido, na bolsa... Achou até um pregador de roupa, mas nada do fone.

Como aquilo, ainda ia demorar resolver ouvir música, no celular mesmo.

Colocou baixo, encostou no ouvido, ficou ali curtindo Jack Johnson, naquela manhã chuvosa, então a senhora da frente resolveu sair, então distraída deu passos a mais, e esbarrou...

Numa nuca Linda, de cachos caindo em cima. Então ele se virou, e deu um sorriso, um sorriso lindo num aparelho Azul Caribenho *-*.

Sentiu seu rosto enrubescer, ele voltou a olhar pra frente, enquanto ela se derretia toda, então notou que ao redor daquele pescoço havia um crachá conhecido, era o mesmo crachá que ela usava ano passado, quando ainda trabalhava, então rapidamente, pensou: - Se ele puxar assunto, eu já tenho o que falar, mas ela não teria coragem de puxar assunto, apesar de que o perfume dele já a tinha feito perder um pouco do controle.

Ela sempre ficava com as mãos suadas quando estava nervosa, então quando foi enxugar suas mãos, sentiu um leve arranhar no vestido. Era o anel, que seu avô havia lhe dado anos atrás, (talvez essa fosse a única coisa útil que ele já havia feito pra ela), então tentou tirar o anel, que não saia por mais esforço que ela fizesse, então para que ele não percebesse colocou a mão na cintura, o que também lhe fazia se sentir um pouco mais charmosa, e ficava mesmo.

Deu uns três passos pro lado, com o canto do olho leu o nome do Crachá: Fabrício Navarro Dias, sobrenome Hispânico, achou interessante, mas ainda mais interessante era a covinha que tinha no rosto.

Bem, ela já sabia três coisas sobre ele: Seu nome, onde trabalhava, e que fazia faculdade de Direito, porque só estudantes de Direito estagiavam naquela empresa, ela só havia trabalhado lá por puro nepotismo, ainda estava no 3º ano, mas sabia que Direito não era uma área que ela se interessaria.

Ela sentiu muita vontade de espirrar, mas não queria causar má impressão, então teve a bela ideia de segurar espirro, e quase estourou as veias do cérebro, aquilo lhe deu uma enxaqueca daquelas, a fila andava lentamente até que abriram o banco, ela foi para um lado, ele para o outro, mas ela sentia que ele a seguia com os olhos pra onde quer que fosse.

Foi atendida, e por mais incrível que pareça, foi rápido.

Então teve a brilhante e mirabolante ideia, de ir até o caixa eletrônico, como não tinha papel nem caneta, mas o que não lhe faltava na bolsa eram maquiagens, tirou um extrato e escreveu atrás com um batom vermelho, o seu nome e numero de telefone.

Fingiu estar olhando as mercadorias de um ambulante e depois saiu saltitando, pois viu que 2 minutos depois viu ele indo direção ao caixa, e pegou seu papel.

Sentiu seu coração palpitar, quando o viu anotando no seu número celular,

E vocês me perguntam, e depois?

AAAH, o depois eu conto quando ele me ligar!

Caio Pablo

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