terça-feira, 23 de novembro de 2010

Vírus de Amor


Incrível essa minha estranha capacidade de me recuperar desses males do coração.
Como um vírus morto implantado, eu volto mais forte cada vez que amo, meu sistema imunológico já é altamente preparado para tais situações.
Esses males no começo me causam altas doses de adrenalina no corpo, que me fazem suar, palpitar a cada telefonema, que me enrubescem o rosto, a cada elogio, que me causam febre momentânea a cada beijo.
E que logo após, me causam a mais profunda melancolia, me deixa de cama, sofrendo uma dor profunda no peito por dias.
Mas que passa, como uma gripe no verão.
Passa, e que cada vez que passa me torna ainda mais forte.
Dessa doença que chamam de “Amor” eu já estou vacinada, e com reforço.
E quer saber, não deixo de por em risco de novo... E como uma hipocondríaca eu fico o tempo todo arranjando formas pra me proteger, mas quem é que se esconde de uma doença?
Nunca consigo, mas é sofrendo com ela que vou me tornar cada vez mais forte, não acham?
Eu gosto dessa sensação de agonia constante ao lado do telefone, eu preciso de alguém pra chamar de meu, nem que seja por pouco tempo.
E se for pra sofrer, disso...
Entrego-me mais uma vez
A esse mal do coração.

1 comentários:

Jéssica do Vale disse...

Devemos nos entregar ao amor mesmo que doa um pouco mais ou um pouco menos. Amar é aprender, é ver o mundo com outros olhos, sacas...
Amar é tudo. Não somente amar alguém, como também se amar, amar a vida, a família, a Deus...

Muitos sentimentos bons na tua vida!