sábado, 27 de março de 2010

Um bom desaniversário pra mim!

O que te faz lembrar o dia 25 de março?
A famosa Rua de São Paulo?
A data de nascimento de algum famoso?
Nesse dia em 1994 as 07h30min da manhã, veio ao mundo, uma menina de nome esquisito. Grande, gorda e cabeçuda
Que mal sabia o que estava acontecendo, ela cresceu, nunca soube o que era ter pai e mãe morando juntos, passou a infância junto à mãe, e a avó materna.
Era inteligente pra sua idade, enchia sua mãe de orgulho por ser sempre tão esperta,

Era hiperativa, tagarela, brincalhona, feliz como qualquer outra criança, logo cedo perdeu seu avô (seu segundo pai, segundo ela, o melhor avô do mundo) e
Sua tia tão querida, mas ainda não sabia ao certo o significado da palavra perda.
Cresceu um pouco mais, foi à escola, fez amigas!
(Mal ela sabia que essas amizades durariam tanto tempo.)

Leitora fanática sonhava em ser pediatra, e ganhou um irmão por parte de mãe.
Fazia coreografias que só ela entedia, adorava os fins de semana na casa da avó paterna, andar de ônibus, ir à igreja, cantar os hinos da harpa.

Aos seis anos viajou de avião pela primeira vez, (sozinha!)
Conheceu São Paulo, se apaixonou por comida japonesa, e pela estação de metrô.
Gostava de ouvir o pai tocar violão, de brincar com o irmãozinho pequeno (por parte de pai), de cozinhar com a madrasta, fotografar o interior das flores, seu próprio queixo, e as estrelas.

Voltou à cidade natal, junto a as amiguinhas da escola, inventavas histórias loucas, de fantasmas, de livros nunca inventados.
Dançou balé, tocou flauta, violino, teclado, fez coral, mas nada a satisfazia
Completamente.

Cresceu.

Na quinta serie ainda usava bolsa de carrinho, quando as outras meninas tinham namorados.
Tinha horror a meninos, os achava incrivelmente idiotas, (convenhamos que ela não estivesse completamente errada)

Cresceu.

Tinha 12 anos, e tomou uma decisão que mudaria sua vida.
Mudou-se com seu pai para Minas gerais, era a primeira vez que se separava da mãe.

Virou fã incondicional da banda RBD.
Menstruou, se sentiu péssima.
Deu seu primeiro beijo.

Um ano depois, voltou para Boa vista, não a garota baixinha, gordinha que era outrora.
Uma moça! (Disse sua avó chorando quando a reencontrou.)

Com 14 anos, estava na 8ª serie, se sentiu o máximo por usar uma blusa de finalista.
Fez amigas, sorriu, chorou, repetiu de ano!

Novamente na 8ª serie, encontrou uma pessoa que viria a ser a, mas importante amiga que já fizera.
Teve um dos melhores anos de sua vida, ano que jamais irá esquecer.

Aos 15 anos conheceu uma pessoa que parecia ter saído de seus sonhos.
Apaixonou-se!

Sua mãe foi morar em uma cidade vizinha, e ela ficou com a avó materna.
Viveu um ano mesclado, de alegria e dor.
Sofreu bulling, viu de perto a falsidade em si, quebrou muito a cara.
Deu as melhores risadas da vida, aprendeu a cultivar os pequenos momentos.
Viu seu sonhos irem por água abaixo, quebrou a cara novamente.
Com a pessoa que ela menos pensou que fosse possível.

Mudou se pra cidade de sua mãe.
Viu que as pessoas podem sim! Serem verdadeiras redescobriu o conforto de um colo de mãe.

Sorriu novamente, depois de meses de muito sofrimento,
Sorriu de felicidade, nem ela sabia por que mais sorriu.
Sentiu-se novamente a menina pequena, fingia fazer fotossíntese, que brincava de casinha com o Jabuti, que sorria sem motivo algum.

E anteontem fez 16 anos!
Sem jamais ter ido a uma festa badalada, sem nunca ter ficado bêbada, ou beijado alguém que não conhecia.

Que se diverte com o som da panela de pressão, que faz caretas no espelho,
Que sonhava...
Que depois de tanto choro, sonha novamente que uma pessoa que irá fazê-la feliz, que sonha também em se Arquiteta, consulesa, escritora, embaixadora da UNICEF, que QUER! Que VAI ser feliz. Que acredita em si, que acredita principalmente em Deus.

Que tem suas manias estranhas, que tem corpo de mulher, cabeça adolescente,
E alma infantil.
E que acha perfeitamente normal se identificar na 3ª pessoa.
Que é, e vai ser cada dia mais e mais
Feliz.
Completamente feliz.

Agradecimentos:
Deus: por sempre ter me fortalecido mesmo quando eu me sentia incapaz.

A minha mãe: Por se dedicar a mim com tanto carinho, por brigar comigo quando eu precisava, e por sempre me amar, e cuidar de mim.

Ao meu pai: por acreditar nos meus sonhos, por sempre dar força.
Por ser tão maravilhoso!

A minha amiga Aninha: Por ser sempre tão sincera, e por ser simplesmente perfeita, em todos os seus defeitos.

Ao Chico, meu amigo de todas as horas: por me aguentar, por não rir dos meus medos bobos, ficar comigo no telefone até eu dormir, por me defender, e por ser tão querido.

Ao Ramon, o mais bobo de todos: Por ter tanta paciência comigo, por me fazer sentir querida, por me fazer sorrir, mesmo quando o que eu queria mesmo era chorar.

A todas as pessoas de caracarai (em especial, Mara, Carol e Dyêgo): por me tratarem tão bem, por serem humildes, sinceros, especiais.

A você que teve paciência de ler tudo isso.

“Solos momentos de nuestra vida, cada minuto que se vá,
Esos momentos de nuestra vida, que nunca se olvidara
No los dejes pasar!” Momentos – Reik.

2 comentários:

Chico Muniz disse...

Uma vida bem movimentada, se eu fosse escrever a minha não ia dar 1/3 disso, é depois diz que a tua vida é um tedio..
Hehe ela lembrou de mim >.<
A parte que eu achei que melhor te indentificou "Que tem suas manias estranhas, que tem corpo de mulher, cabeça adolescente,{principalmente essa}>>>(E alma infantil)."

Anônimo disse...

É maravilhoso saber que faço parte da vida de alguém especial como vc te amava antes de te conhecer, te amo ainda sem te conhecer e te amarei eternamente mesmo nunca te conhecendo totalmente!

mamãe